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Comédia Garantida na Estréia do Filme “A mulher invisÃvel”. Veja o Trailer
Publicador por dito na categoria Cinema / TelevisãoAgendado para chegar à s telas no dia 5 de junho, “A mulher invisÃvel”, a redonda nova comédia do diretor Claudio Torres (“Redentor”), está sendo encarada como o próximo potencial blockbuster do cinema brasileiro.

Só o mercado vai dizer se o longa-metragem, com distribuição via Warner Bros, vai cumprir sua promessa de êxito comercial de fôlego longo. Mas uma coisa o Bonequinho pode atestar desde já: Torres assina um dos filmes mais engraçados de 2009 – isso porque o genial “Observe and report”, com Seth Rogen, não teve vez nas telas nacionais. Não há como não rir de Selton Mello pagando paixão por um mulherão (Luana Piovani) que só ele enxerga. Da mesma forma, não há como ficar indiferente à passagem de Lúcio Mauro em cena.
Depois do equivocado “A mulher do meu amigo” (2008), Torres volta à s telas com uma trama pautada pelo riso, porém menos ambiciosa do que poderia ser. Trata-se de um filme enxuto, eficiente e com doses fartas de doçura, sem escorregar no mel. Porém, o roteiro desperdiça a densidade de um personagem como o controlador de tráfego rodoviário Pedro (Selton), que ao ser abandonado pela esposa, cria uma beldade perfeita, chamada Amanda (Luana), para ser sua nova companheira. Nas mãos de um ator como Selton, um tipo como Pedro poderia render uma figura de referência na tradição das grandes comédias brasileiras, ao lado do dramaturgo, jornalista e roteirista Paulo (Paulo José), de “Todas as mulheres do mundo” (1966), ou de Secundino (Hugo Carvana), de “Vai trabalhar vagabundo” (1973). Para isso, bastava que ele fosse mais desenvolvido pelo próprio Torres, que escreveu o roteiro. Sabe-se pouco de suas motivações, de sua histórias, de seus gostos e de suas paixões.
Frente a esse retraÃdo desenvolvimento, o filme entretanto castra parte do vigor dramático de Pedro, contentando-se com os chistes que ele é capaz de produzir. Claro que essa opção não tira uma vÃrgula do prazer que o filme pode proporcionar. Mas, nesta época em que o gênero humorÃstico se reinventa nas telonas internacionais a partir dos trabalhos do novo Mel Brooks, o diretor Judd Apatow (“O virgem de 40 anos”), fazer rir é apenas uma parcela da munição de uma comédia.
Apatow, assim como Peyton Reed (da delÃcia “Sim, senhor”) e Ben Stiller (“Trovão tropical”), tem mostrado que a cena cômica (de Hollywood e de outras praças) pode intercalar piadas e dilemas afetivos sem deixar a massa da gargalhada desandar. Falta esse cuidado com “A mulher invisÃvel”. No entanto, Torres compensa (e muito) o olhar com uma direção cuidadosa, que explora bem o isolamento de seu protagonista em uma Zona Sul onde as amizades são maculadas por arroubos românticos. Além disso, seu filme foge de alusões baratas ao recente (e competente) “A garota ideal” (“Lars and the real girl”), em que Ryan Gosling vive um caso amoroso com uma boneca inflável com o mesmo grau de envolvimento de Pedro.
Veja o Trailer:
SaÃdo da experiência de direção de “Feliz Natal”, Selton regressa afiado aos cinemas em “A mulher invisÃvel”, reafirmando seus dotes para fazer sorrir. Luana, na pele de Amanda, também acha o tom certo, assim como Vladimir Brichta na pele do melhor amigo de Pedro. Torres ainda valoriza a (bela) atriz Maria Manoella, que, na pele de Vitória, briga pelo coração de Pedro. Lúcio Mauro, como governador, aparece pouco, mas deixa seu toque de titã.
Fonte: O Globo
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